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sábado, 12 de junho de 2010

Dia não namorado



Matar um sentimento

é como afogar um filho.

Abro a caixa de lembranças.

Rompendo, pouco a pouco,

com pedaços de mim.



Amado está, ainda,

matando-me, pouco a pouco.

Estou nesta caixa.

E cada passado destrói

dias presentes não seguidos.



Escute os gritos

do amor que brincas

para se sentir aconchegado.

Eu sei, minha solidão

é solidão de amor.



Daquele tipo estúpido.

Não renuncia de ti

mesmo querendo.



II



É como peço ajuda,

a apenas um salvador.

Este não existe mais

Só não sei se sabe:

ainda existo!



Perdida em uma balsa.

A enjoar pelo mar

todos os dias.



III



Tem dias de sol morno,

temperatura que aprecio.

Deito no navegar.

Deleito meu sabor

no oportuno pedaço de vida.



Em dias de frio intenso

também deixo alimentar.

Carrego para lembrar

uma pequena porção

de viver, sem amar.



Entrega genuína.

Sentimento destruído.

Preciso lembrar quando há:

Um encontro de salvador.

Mas que exista.

4 comentários:

  1. Vanessa, nossa lindo poemas, de um intensidade. Parabéns ;)

    Beijo
    G

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  2. A primeira frase já é certeira.

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  3. lindo vanessa,remete a`falta de algo a primeira parte e' algo de muito lindo,
    recalcar um sentimento e' como afofar um filho
    gostei
    beijo

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  4. Lindo texto Vanessa. Te encontrei no facebook e por consequência encontrei teu blog. E você nem imagina o quanto estas palavras têm a ver com meu momento de vida... Identificação imediata... Beijos!!!!

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